10 coisas antigas que se surgissem hoje gerariam Textões

O textão, pra quem não sabe, é um fenômeno que surgiu com o facebook entrar. Pessoas escrevem diversos parágrafos sobre um assunto que normalmente não entendem, dizendo coisas que ninguém perguntou e dando opiniões que ninguém quer saber.

Não tenho nada contra o textão, acho válidos inclusive, pois são sinônimo de liberdade de expressão. Vejo muita gente reclamando de censura mas que não perde a oportunidade de alfinetar um textão. Free textão!

Os anos 1980 foram muito “ricos” culturalmente (leia-se, tinha muita bobagem naquela época). O conceito de liberdade de expressão também era bem diferente, tudo era, digamos, mais solto. A prova é essa lista com 10 coisas que se surgissem hoje, gerariam uma enxurrada de textões no Facebook:

1) Cigarrinhos de chocolate: um produto feito para crianças, em formato de cigarro. Não bastasse isso, o menino que segura o cigarrinho de chocolate na embalagem era negro. Hoje isso ia dar uma enxurrada de textão suficiente pra por a cantareira em 100%.

2) Mamonas Assassinas: louváveis eram o padrão no disco da banda. Quem nunca viu um priminho de 5 anos fazendo a coreografia do vira-vira falando “me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém”?

3) Xuxa: se tivesse surgido hoje, Xuxa seria o Santo Graal do textão. Basicamente tudo o que ela fazia servia de material pra isso. Músicas de gosto altamente duvidoso, ensinando errado a escovar os dentes, pra dizer o mínimo.

4) Os trapalhões: os 4 pilares do programa dos trapalhões, o “programa da família brasileira” que passava logo antes (ou depois?) do fantástico.

5) Chaves: a Vila do Chaves basicamente é um antro de desonestidade. Tem praticamente todos os tipos de estereótipos possíveis envolvendo quase todas as minorias existentes nas piores situações. Em uma situação, Chaves reclama da fome e Quico zomba dele por não ter o que comer e ainda faz inveja com o sanduíche na mão, isso pra dizer o mínimo.

Não sei o que é melhor, essas coisas não terem surgido hoje em dia ou não ter Facebook nos anos 1980.